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Fonte
Portal da Reforma Tributária
Categoria
Tributário
Status
Publicada em
08/09/2026 às 18:51
Coletada em
08/09/2026 às 20:05
Autor
—
Nova

Reforma tributária deixa pouco espaço para brigas na Justiça sobre tributos, diz juiz federal

Reforma tributária deixa pouco espaço para brigas na Justiça sobre tributos, diz juiz federal
Na imagem, Daniela Lara (Sócia no Rolim Goulart) - Paulo Conrado ( Juiz Federal da Justiça Federal de São Paulo) - Guilherme Montebrune (Auditor-Fiscal da Fisco)

Por Leonardo Alexandre, de São Paulo

O juiz federal Paulo Conrado, da Justiça Federal de São Paulo, disse, na 4ª feira (2.set.2026), que a reforma tributária deve deixar pouco espaço para disputas na Justiça sobre tributos, com exceção de pontos bem específicos, como a classificação de um crédito. A fala foi apresentada durante um painel do FIT (Fórum Internacional da Tributação), evento realizado em São Paulo.

"Eu não vejo espaço para discussão judicial, a não ser em questões absolutamente pontuais, a respeito de uma classificação, de um crédito. Agora, de resto, eu não vejo espaço", disse Conrado.

Contencioso é o termo usado para esse tipo de disputa tributária. Pode ser resolvido dentro do próprio órgão fiscal, o chamado contencioso administrativo, ou levado à Justiça, o contencioso judicial. A reforma tributária cria dois tributos novos para substituir tributos como o ICM, ISS, PIS e Cofins, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Como as regras de cobrança dos dois são praticamente iguais, Conrado usa a expressão "tributo gêmeo" para descrevê-los, mesmo sem gostar muito do termo.

"Ou são dois tributos, ou é um tributo só. Mas não, é tributo gêmeo, porque é tudo igual, é a mesma materialidade", disse Conrado.

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