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Informações da coleta

Fonte
Portal da Reforma Tributária
Categoria
Tributário
Status
Publicada em
29/09/2026 às 17:07
Coletada em
29/09/2026 às 19:14
Autor
—
Nova

Reforma tributária coloca TI no centro da adaptação inicial das empresas, diz CEO da Quality Tax

Reforma tributária coloca TI no centro da adaptação inicial das empresas, diz CEO da Quality Tax

Por Enzo Bernardes, de Brasília

A área de tecnologia se tornou o “coração inicial” da implementação da reforma tributária nas empresas, avalia Genildo Rosales, CEO da Quality tax Consultoria Tributária.

A afirmação foi feita no mais novo episódio do podcast Tax Capital, do Portal da Reforma Tributária, gravado em São Paulo. Já está disponível em áudio e vídeo nas plataformas Spotify, Youtube e Apple Podcasts. O programa contou com a mediação do editor-chefe do Portal, Douglas Rodrigues.

Segundo Rosales, a primeira fase exige principalmente a parametrização de sistemas, a emissão de documentos fiscais e a leitura de notas técnicas:

“A área de TI [Tecnologia da Informação] ser um coração inicial do processo da reforma tributária. Porque de fato, essa primeira fase demanda muito mais da área de TI para fim de parametrização, emissão de notas fiscais e leitura de notas técnicas, do que especificamente a carga tributária em si, que até hoje a gente não tem a alíquota a ser praticada a partir de janeiro de 2027“, disse o CEO.

Rosales afirmou que a reforma deixou de ser um assunto restrito às áreas tributária e financeira. Segundo ele, departamentos como jurídico, RH (Recursos Humanos), vendas, suprimentos e TI também precisam participar do processo de adaptação.

“A reforma tributária não tem um dono específico, em um setor específico. Por exemplo, a contabilidade ou o tributário, não são donos desse processo. Na verdade todo mundo, todas as áreas, jurídico, RH, vendas, suprimentos, todas elas precisam se unir para que esse processo funcione em toda cadeia. Desde o início até o fim, até a entrega do produto final ou serviço final ao cliente“, afirmou Rosales.

FORNECEDORES

Rosales diz que a mudança também tem afetado a relação das empresas com seus fornecedores. Ele afirma que as companhias passaram a mapear o regime de tributação dos parceiros para avaliar os efeitos da reforma sobre os negócios.

A análise inclui fornecedores enquadrados no Simples Nacional e os possíveis impactos sobre a tomada de créditos:

“Hoje, muitas das vezes eu tenho que fazer praticamente uma due diligence [análise de dados] do meu fornecedor para saber se de fato ele tem condições de me atender daqui em diante. Porque isso vai ser de suma importância para que eu possa manter a eficiência e a adequação dos meus processos na empresa“, disse Rosales.

Segundo o CEO, a Quality Tax tem recebido tanto demandas para projetos amplos de adequação quanto trabalhos específicos envolvendo fornecedores e contratos. Ele afirmou que a análise dessas relações será importante para a continuidade das operações.

A adaptação ainda apresenta lacunas. Rosales citou especialmente as notas fiscais de serviço e as diferenças no estágio de integração dos municípios ao Portal Nacional. As empresas também enfrentam dúvidas sobre operações que não tinham o mesmo tratamento antes da reforma.

O CEO afirmou que ainda há investimentos relevantes em sistemas e processos para a implementação. Para ele, as empresas terão de continuar ajustando suas operações: “Temos algumas questões ainda a serem adaptadas e muito investimento das empresas para que isso possa acontecer até janeiro“, disse.

INSEGURANÇA JURÍDICA

Rosales também avaliou que a reforma ainda traz insegurança jurídica. Segundo ele, empresas já fizeram investimentos para adaptar sistemas e processos ao cronograma previsto. Eventuais mudanças podem afetar esse planejamento.

Apesar das incertezas, ele afirmou que a reforma pode reduzir a burocracia e facilitar a compreensão do sistema brasileiro por empresas estrangeiras. Ele citou a dificuldade de multinacionais para entender a estrutura brasileira de tributação sobre o consumo:

“Nós temos clientes internacionais, grandes empresas, que a gente acaba tendo essa interlocução com eles tentando explicar como funciona. Porque discutir e explicar ICMS-ST para um gringo é difícil. Ou seja, o mecanismo de tributo sobre o consumo é complexo, principalmente porque a gente gasta tantas horas para atender a legislação tributária no Brasil“, afirmou.

Outro ponto discutido foi a carga tributária. Rosales diferenciou a redução da burocracia da redução da carga sobre o consumo. Segundo ele, a redução da carga não foi colocada como objetivo inicial da reforma.

SOBRE A QUALITY TAX

A Quality Tax foi fundada por Genildo Rosales em setembro de 2016, após uma trajetória em empresas internacionais de consultoria e auditoria e uma passagem por uma consultoria doméstica. A empresa começou com operações em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Segundo Rosales, a proposta era unir a experiência acumulada com proximidade, agilidade e capacidade de entrega aos clientes:

“Eu percebi que tinha uma oportunidade de mercado onde a gente consegue trazer e atribuir a qualidade dos nossos serviços. Tudo o que foi adquirido a nível de experiência e capacidade de entrega, com agilidade e pertencimento ao cliente, o senso de dono, o senso de urgência que o cliente do nosso setor acaba demandando da gente“, disse.

Em 2020, a Quality Tax passou por um processo de aquisição parcial pela Corp Services. Segundo Rosales, a associação teve como objetivos ampliar a estrutura, trazer mais investimentos em tecnologia e criar novos horizontes para o negócio. A empresa completa dez anos em 2026.

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